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A Amazónia está a arder

A Floresta Amazónia é a maior floresta tropical do mundo, possui a maior biodiversidade registada numa área do planeta, ocupa cerca de 600 milhões de hectares cobrindo o território de nove países da América Latina.

 

No passado mês de agosto foi lamentávelmente atingida pelos incêndios, que até ao momento já destruiram mais de 20000 mil hectares. As causas são ainda desconhecidas e não se sabe se um dia vão ser realmente divulgadas. Por enquanto só há rumores, muitos apontam para fogos provocados intencionalmente por razões  económicas, outros defendem que estes são normais devido a razões climatéricas. Um dos grandes negócios que a floresta gera é sem duvida a exploração madeira, no entanto, muitos empresários fazem-no de maneira ilícita e não sustentável, gerando uma grande desflorestação e poluição na área, destruindo aos  aos poucos a fauna e a flora, sabe-se que a capacidade de regeneração florestal não acompanha este nível intenso de procura.

 

O que pode trazer, num futuro próximo, consequências graves para o meio ambiente como extinção de várias espécies animais e vegetais provocando um desequilíbrio enorme no ecossistema. Um dos primeiros sinais que Amazónia não ia começar bem o ano de 2019 começou após o cientista, Ricardo Galvão, ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) ter divulgado dados alarmantes sobre o desmatamento da floresta.

 

Esta temática explodiu nas redes socias, com: “Pray for Amazonia”, pessoas de todo o mundo, juntaram-se na internet para apoiar esta causa, onde estão também envolvidas personalidades políticas, como é o caso do secretário-geral da ONU, António Guterres, que escreveu na sua conta Twitter: “Estou profundamente preocupado com os incêndios na Floresta Amazónia.

 

No meio da crise climática global, não podemos permitir mais danos a uma fonte importante de oxigénio e biodiversidade. A Amazónia tem de ser protegida”. Decorrem também petições públicas, contra a desflorestação neste local e promoção da sustentabilidade.

 

A poluição dos solos, oceanos e ar está a aumentar e comprometendo cada vez mais qualidade de vida, já que esta tem grande tendência a diminuir, pondo em causa tudo o que nos é necessário para sobreviver, a alimentação, água potável e o oxigénio, bem como o aquecimento global que trás consigo grandes mudanças climatéricas, como podemos observar estes problemas não estão longe, e cada vez mais acentuados por exemplo verões mais quentes em países e cidades onde não é de todo habitual. No que diz respeito a apurar responsabilidades concretas, a culpa talvez seja inteiramente do Ser Humano, cada dia mais cego, mais preocupado com futilidades esquecendo-se do Planeta que o mantém vivo. Temos todos o dever de preservar, “A nossa casa” e impedir qualquer ato que faça com que ela se degrade, tentando reverter ao máximo toda esta situação, nem que seja começando com pequenos gestos, porque muitos pequenos gestos tornam-se uma grande mudança.

 

Será então a Amazónia responsabilidade do Brasil, ou de todos nós? Será que este foi só mais um caso? Será que daqui a alguns meses, quando a comunicação social deixar de falar neste assunto ainda nos lembramos dos animais queimados, das pessoas que morreram e que ficaram desalojadas e das árvores com mais de 500 anos que desapareceram?

 

Vitória Calado
Paru dans le CAPMag de septembre 2019
capmag@capmagellan.org

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