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“A cor e o grão negro das coisas” : arte e artes

Ângelo de Sousa, de seu nome completo Ângelo César Cardoso de Sousa (2 de fevereiro de 1938-29 de março de 2011), foi um escultor, pintor, professor e desenhador português de grande renome. Nascido em Lourenço Marques (atual Maputo), decidiu fixar-se na cidade do Porto em 1955. Matriculou-se na Faculdade de Belas Artes onde se licenciou em Pintura e se destacou com a nota máxima de vinte valores, juntando-se assim ao denominado grupo de “Os Quatro Vintes”, juntamente com Armando Alves, Jorge Pinheiro e José Rodrigues. Para além da Faculdade de Belas Artes, também foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e do British Council na Saint Martin’s School of Art e na Slade School of Fine Arts de Londres. Viveu e trabalhou na cidade Invicta como professor catedrático na Faculdade de Belas Artes. Foi galardoado com diversos prémios, entre os quais o Prémio Gulbenkian da Fundação Calouste Gulbenkian na categoria de Arte em 2007.

A exposição “La couleur et le grain noir des choses”, sedeada na Delegação francesa da Fundação Calouste Gulbenkian, constitui a primeira apresentação em França da obra de Ângelo de Sousa. Esta exposição foi comissariada por Jacinto Lageira, crítico de arte e palestrante na Universidade de Paris I Panthéon/Sorbonne, e será exibida de 25 de janeiro até 16 de abril de 2017.

“O máximo de efeitos com o mínimo de meios”, foi um dos lemas deste artista. É de facto o que se observa nas suas obras. Ângelo de Sousa recorre a uma diversidade de práticas, tais como a pintura, a escultura, a fotografia, o desenho, o filme, o vídeo e até, as próprias instalações. No entanto, nesta exposição somente serão exibidas pinturas, fotografias e vídeos. Desde a sua primeira exposição individual no Porto, Ângelo de Sousa explorou continuamente técnicas, materiais, formas e suportes, sem limitar-se a uma prática. Ângelo de Sousa experimenta o minimalismo, juntando as cores e as formas.

Nas suas obras, joga com as formas, a redistribuição das cores e as transposições de elementos plásticos. Fotografias “documentário” ou abstratas, formas geométricas ou orgânicas, obras de diversos tamanhos…Embora esta exposição só exiba uma parte da sua obra, o objetivo é de mostrar a simultaneidade das práticas, o contraste das cores entre intensidade e negridão, tudo isso tratando da mesma maneira os sujeitos e as formas.

Esta exposição é a ocasião idónea de descobrir uma exposição inédita. O visitante terá a oportunidade de ter um panorama geral da obra deste grande artista contemporâneo português que deixou uma grande “herança cultural”, tanto ao país como à cidade que o viu crescer como artista, a Invicta, o Porto. Visitá-la oferece-nos a oportunidade de viajar pelo rico e diverso “mundo das artes” de Ângelo de Sousa.

 

Entrada livre

Fondation Calouste Gulbenkian – Délégation en France

39, boulevard de la Tour-Maubourg

75007 Paris

M8 : La Tour-Maubourg

 

 

Patricia Cabeço

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