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As palavras do ano do Dicionário Priberam

Não é ainda a palavra mais pesquisada do ano, que o Dicionário Priberam costuma apresentar no final de Dezembro, mas é a lista das palavras mais procuradas no seu site ao longo de 2016, em Portugal, no Brasil e noutros países de língua oficial portuguesa.

Entre as mais de duas centenas de palavras que estiveram no topo das consultas do dicionário podemos encontrar “veto”, “sicário”, “misógina”, “marqueteiro”, “discriminar”, “indefectível”, “cidadania”, “garrafais”, “estupro”, “presidenta”, “contristar”, “egrégios”, “gambozinos”, “dantesco”, “geringonça”, “garganeiro”, “impeachement”, “paralímpico”, “contingente”, “pansexual”, “misógino”, “bataclã”, “despenalização” e “biónico”, diz o Priberam em comunicado.

Sem surpresa, cada uma destas palavras tem relação directa com o fluxo da actualidade, política, social, cultural ou desportiva, seja em Portugal como no Brasil e no mundo.

Numa listagem que não surge ainda quantificada, estas foram, em sequência, as palavras mais procuradas mês a mês. A começar pelo “veto” que o então Presidente Aníbal Cavaco Silva decidiu, em Janeiro, relativamente ao diploma que permitiria a adopção de crianças por casais homossexuais, e a acabar, no início de Dezembro, com “biónico”, referência à notícia do primeiro homem – o escocês Mohammed Abad, de 44 anos – a ver implantado um pénis biónico.

Da actualidade em Portugal, em Março, o discurso de tomada de posse do novo Presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, levou muitos leitores a procurar o significado de “indefectível”, termo que utilizou para garantir a solidariedade institucional com a Assembleia da República.Marcelo voltou a mobilizar a curiosidade, desta vez quanto ao termo “contristar”, quando, em Junho, reagiu à decisão britânica do “Brexit“, “o que só pode contristar-nos”.

Outra palavra que foi justificando a atenção das pessoas, por via do seu uso repetido, foi “geringonça”, que passou inclusivamente a integrar o próprio discurso político para descrever a imprevisível aliança parlamentar que vem apoiando o actual governo de António Costa.

A tríade “egrégios/esplendor/brumas”, retirada do Hino Nacional, regressou também à luz do dia nas múltiplas celebrações da inesperada vitória da Selecção Portuguesa no Euro de futebol disputado em França. Ainda no desporto, em Setembro, os Jogos Paralímpicos despertaram a atenção para o significado do segundo termo, nomeadamente a pretexto da participação, na competição do Rio de Janeiro, do gaiense Lenine Cunha, o atleta paralímpico mais medalhado de sempre – mas que, este ano, se ficou por um sexto lugar no salto em comprimento.

A situação política no Brasil motivou também múltiplas consultas, nomeadamente a pretexto do mediático e prolongado processo de “impeachment” (palavra inglesa que entrou definitivamente no vocabulário luso) que levou à destituição da “Presidenta” Dilma Rousseff e sua substituição por Michel Temer, que, em Maio, reafirmou, “em letras garrafais”, a manutenção dos programas sociais no seu Governo.

“Marqueteiro”, a propósito do envolvimento de João Santana na operação Lava Jato (Fevereiro), e “estupro”, o caso da violação colectiva, no Rio de Janeiro, de uma adolescente de 16 anos, foram outros casos registados no Brasil a justificar atenção.

 

Mariana

Fonte: publico.pt