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Claudia e Isaura representarão Portugal na Eurovisão

Photos : Edgar Keats / Universal Music

[:fr]Os portugueses decidiram: Portugal será representado na Eurovisão pela canção “O Jardim”, interpretada por Claúdia Pascoal. O melancólico tema foi composto por Isaura, inspirado pelo jardim da sua falecida avó. Afinal, quem é este duo português na Eurovisão? A Cap Magellan falou com as duas.

 

Cap Magellan: Isaura pode falar-nos um pouco sobre a música “o jardim”? Como surgiu esta música? Qual o seu significado? O que pretende transmitir?

Isaura: Para mim a música é muito terapêutica e acaba por ser o relato do que se passa comigo. Na altura em que recebi o convite, sentia muitas saudades da minha avó e a canção acabou por ser sobre isso mesmo. À partida, esta canção nunca seria para outro artista ou para o festival, por ser tão pessoal.

 

CM: E como surgiu o convite para que a Claudia interpretasse a música?

Isaura: Eu procurava uma voz com muito carisma, doce, e que pudesse contar uma história como esta. Convidei a Cláudia para uma canção que não “O Jardim”, sobre a mesma história mas um pouco mais resguardada. Quando ouvi a Cláudia percebi que ela era a pessoa certa para esta história. E gravámos “O Jardim”.

 

CM: Claudia já conhecia a Isaura antes do convite? Qual foi a sua reacção?

Claudia: Conhecia o trabalho da Isaura, mas não pessoalmente. Quando recebi a mensagem pelo Facebook, atirei-me para o chão a chorar e a chamar pela minha mãe, porque foi sempre um sonho para mim participar no Festival da Canção.

 

CM: Acham que a vitória de Salvador Sobral o ano passado alterou a forma como o Festival da Canção é percepcionado pelos portugueses?

Claudia: Acho que a vitória do Salvador veio trazer uma nova atenção e carinho pelo Festival.

Isaura: Acho que sim no sentido em que outros géneros musicais ganharam espaço. E isso, a mim pessoalmente, envolveu-me ainda mais

 

CM: E como e que vocês percepcionam o Festival? Costumavam acompanhar as edições anteriores do Festival da Canção? O que significa para vocês a Eurovisão?

Claudia: Sempre acompanhei de perto! Tanto o Festival como a Eurovisão, foi sempre acompanhado aqui em casa. Nesse sentido, tornou-se quase uma sonho platónico, nunca um objetivo, mas quase como um desejo secreto.

Isaura: Costumava acompanhar desde pequenina; durante alguns anos, distanciei-me e no ano passado, reaproximei-me de novo.

 

CM: O Festival da Eurovisão evoluiu bastante desde os seus primórdios e hoje em dia, não se avalia apenas a música mas todo o espectáculo envolvente, nomeadamente as luzes, guarda roupa etc. Já decidiram quais os elementos que vão levar convosco para o palco? Qual o estilista ou guarda-roupa escolhido?

Isaura: Estamos a trabalhar nisso, com várias pessoas. Mas ainda não está fechado a 100%. Sem dúvida que o palco, roupas e luz fazem parte da canção.

 

CM: Tanto na semi-final como na final, a vossa presença primou pela simplicidade, foi a estratégia para que a atenção do público estivesse focada na música e na voz?

Claudia: A música transmite uma mensagem forte, mas muito simples. Uma mensagem na qual quase todos os humanos se identificam, porque já passaram por isso. Nesse sentido, sempre concordei com a Isaura que a atuação teria de transmitir apenas isso, sem motivos distrativos. Foi isso que tentamos fazer.

Isaura: Na minha opinião, o que torna esta canção bonita, são as palavras e a voz da Cláudia. Isso é o principal e vamos sempre dar ênfase a esta parte. A história desta canção é que a torna forte, porque toda a gente se relaciona com ela. Toda a gente já perdeu alguém.

 

CM:  Acham que a vossa música se vai destacar das outras músicas consideradas mais “festivaleiras”? Ou é possível que a vitória de Salvador Sobral tenha alterado o tipo de música que os outros países vão apresentar na competição?

Claudia: Este ano, fico muito contente que haja muitos géneros musicais, e que vários países concorram com uma música com a língua materna. Gosto de pensar que o Salvador tenha tido alguma “culpa” nesse aspeto.

Isaura: Não faço ideia. O que eu sei, e que o Salvador frisou, é que é importante ser genuíno. Esta música é isso mesmo.

 

CM: Já ouviram alguma música dos outros países concorrentes? Têm alguma favorita?

Isaura:  Gosto muito da música da República Checa, Suécia, Irlanda, Espanha

Claudia: Gosto de várias músicas! Mas a que me puxa mais, é a da Republica Checa.

 

CM: Porquê? O que a distingue das outras na sua opinião?

Claudia: Gosto da Vibe positiva que transmite e simplesmente acho-a divertida.

 

CM: Qual a vossa estratégia de promoção da música no estrangeiro? A música está a ter a recepção que vocês esperavam no estrangeiro?

Claudia: A minha estratégia é apenas preparar-me e fazer o meu melhor e representar da melhor forma a linda música da Isaura, tudo o resto é secundário. Tenho ficado muito contente com os comentários positivos que me enviam, sim.

Isaura: Temos tentado estar atentas ao que se passa, traduzir a letra e dar feedback a todas as entrevistas e reações online. Entre tantas outras coisas. Temos dado o nosso melhor.

 

CM: Qual a vossa expectativa para a Eurovisão?

Claudia: Que toda corra e estou muito entusiasmada por me encontrar com os restantes concorrentes. As classificações não são uma preocupação de momento.

Isaura:  Fazer uma atuação bonita, que toque o coração das pessoas.

 

CM: Acham que a participação no festival terá impacto na vossa carreira?

Claudia: Já está a ter. Brevemente vou lançar o meu primeiro single e estou mesmo muito contente e entusiasmada com este novo rumo na minha carreira musical.

Isaura:  De certeza, pela aprendizagem toda.

 

CM: O que significa para vocês representar Portugal no Festival da Eurovisão? É uma responsabilidade acrescida actuar em Portugal?

Claudia: Não acho que seja uma responsabilidade, encaro como uma forma de orgulho em “jogar em casa”.

Isaura:  É um orgulho gigante e ser em Portugal, é sentir o apoio dos nossos amigos e família. Saiu-nos a sorte grande.

 

CM: O que esperam encontrar no Meo Arena no próximo mês de Maio?

Claudia: Espero encontrar o mesmo entusiamo e o mesmo positivismo que eu sinto neste momento.

Isaura: Um público feliz e a querer celebrar música!

 

CM:E quais os tipos de comentários que tem recebido relativamente à música?

Claudia: Os comentários que leio são sempre positivos e de força, agradeço imenso todo o apoio que me têm dado.

 

A Cap Magellan agradece a disponibilidade a relembra o encontro marcado para dia 12 de maio, na final do Festival da Eurovisão.

Rita Deodato
CAPMag 277

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