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Desportos de Inverno, um longo caminho de afirmação em Portugal!  

 

O desenvolvimento dos desportos de Inverno em Portugal tem conhecido nos últimos tempos um avanço significativo. De facto, num país voltado para o Atlântico e com um número de dias de sol significativo, não seria expectável uma aposta de raiz nos desportos de Inverno. Esta situação é ainda alimentada pelo “latinidade” favorecer o mundo do futebol, em detrimento de outros desportos.

A reduzida aposta nos desportos de Inverno é observável no reduzido número de atletas nacionais a participar em competições internacionais, bem como nas dificuldades existentes de incluir participantes nos Jogos Olímpicos de Inverno. A diversificação das modalidades desportivas praticadas, ainda em contexto escolar, deve ser uma prioridade do plano nacional de educação, num ano que marca o regresso da disciplina de Educação Física “às contas” da média do secundário para entrada no ensino superior.

A aposta tem sido desenvolvida pela Federação Portuguesa de Jogos de Inverno, com o destaque de provas a acontecer na Estância de Esqui da Serra da Estrela, depois de um investimento realizado pelo Turismo do Centro e o Turismo da Serra da Estrela. Só no ano de 2016 realizaram-se 13 provas de cariz nacional, nomeadamente nas modalidades de Esqui Alpino e de Snowboard.

Já este ano Arthur Hanse esteve em grande destaque ao obter um terceiro lugar na prova de Slalom Gigante do Torneio de Cedars, no Líbano. Refira-se que esta prova conta para o apuramento dos Jogos Olímpicos de Inverno que se realizarão em 2018 na cidade sul coreana de PyeongChang. A prova conta igualmente com a participação de mais três atletas nacionais, Ricardo Brancal (36º lugar) ; Joana Lopes (18º lugar na competição feminina) e Catarina Carvalho (19º lugar).

Uma primeira aposta, considerando os elevados custos de investimento na promoção da prática dos desportos de inverno ao ar livre pode consistir na promoção dos desportos de pavilhão, nomeadamente com a introdução de desportos como o “curling” ou a “patinagem artística”, permitindo diversificar a formação existente e criar uma nova vaga de praticantes destas modalidades.

A aposta neste segmento poderá permitir igualmente fomentar e incrementar o turismo na Serra da Estrela, alargando o mesmo a outras épocas do ano que não necessariamente o Inverno. Este caminho tem sido o seguido na estratégia de divulgação e promoção da Pousada da Juventude da Serra da Estrela (concessionada precisamente pela Federação de Desportos de Inverno de Portugal).

Há que aproveitar as oportunidades que o frio e a neve atribuem à região, criando um programa de apoio à divulgação da Serra da Estrela e dos desportos que a mesma permite praticar.

 

Bruno Ferreira Costa

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