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Encontro com Marco Rodrigues

Marco Rodrigues, fadista português, vai atuar em Sucy-en-Brie nos dias 24 e 25 de fevereiro, no âmbito de um evento organizado pela câmara da cidade que organiza uma todo um fim-de-semana dedicado à cultura portuguesa, nas suas várias vertentes: literatura, gastronomia, cinema, e fado com dois concertos do Marco Rodrigues.

 

Cap Magellan: O fado é considerado como um símbolo da cultura portuguesa. Sente-se embaixador da cultura?
Marco Rodrigues: Sinto-me embaixador do fado como qualquer fadista. Quando estamos a apresentar o fado a um público estrangeiro e que não conhece, devemos sentir e ter orgulho em ser embaixadores da nossa cultura. O fado para mim representa exatamente isso: representa toda a alma portuguesa, representa a forma de estar na vida dos Portugueses. Sinto-me por isso muito orgulhoso por cantar esta música, particularmente para pessoas que não têm esse conhecimento da nossa cultura.
CM: Em fevereiro vai marcar presença num evento organizado pela vila de Sucy-en-Brie, num fim de semana dedicado à cultura portuguesa. A França sendo um país com uma grande comunidade portuguesa, os eventos que promovem a cultura lusófona são muito importantes…
MR: Sim, é muito importante. Cada vez que se faz este tipo de eventos para promover a cultura portuguesa, cada vez mais os organizadores têm que ter algum cuidado. Quanto mais conseguirmos dignificar a cultura portuguesa com estes espetáculos, melhor para os Portugueses e para a nossa cultura. Vai havendo já um cuidado diferente nas pessoas que organizam este tipo de eventos.
CM: Este evento também será a ocasião de dar a conhecer melhor a cultura portuguesa à França já que o fim de semana “Nas cores de Portugal” é organizado pela própria Câmara de Sucy-en-Brie. Como é que surgiu esta parceria?
MR: Primeiramente, quando uma câmara municipal decide organizar um festival no qual decide representar a cultura portuguesa no seu país é digno de registro, é porque realmente os Portugueses têm um percurso muito importante. É um orgulho enorme perceber que nos dão essa importância. A ideia deste evento surgiu depois de um espetáculo solidário que eu fiz na sala Vasco da Gama para a associação “Les Copains d’Hugo” onde estava presente também a presidente da Câmara municipal de Sucy-en-Brie.
CM: O seu último álbum intitula-se “Fados do Fado”. De onde vem este título?
MR: Depois de três discos originais, achei que podia ser interessante mostrar grande parte das referências enquanto fadista que me fizeram crescer enquanto intérprete, que me acompanharam e continuam a acompanhar-me nesta minha caminhada. Entre eles o Francisco José, o Camané, o Carlos do Carmo, o Tristão da Silva, todos têm um repertório brilhante. É uma homenagem a este grandes Homens.
CM: Este álbum foi nomeado para o Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum Folk, uma nomeação internacional. Qual foi a sua reação quando soube da nomeação?
MR: É um motivo para um orgulho duplo: enquanto intérprete, é fantástico e ainda para mais num disco onde quero homenagear os homens do fado. Eu recebi um telefonema da minha editora, a Universal Music, que me deu esta notícia fantástica e fiquei muito orgulhoso. Os Grammy Latino são muito importantes para a divulgação da nossa música e é um público que ainda não conhece muito a nossa música por isso, quanto mais ela aparecer a nível internacional, mais depressa as pessoas se aproximam dela. A Mariza também foi nomeada pela terceira vez e também ela ficou muito contente. O facto de ter sido nomeado já é em si uma grande vitória.E estamos a falar do fado, uma música tradicional que é de um país muito pequeno mas com uma cultura gigante!

 

A CAPMag agradece a disponibilidade e simpatia do Marco Rodrigues.
Duas datas a não perder!
24/02, 20h30, jantar-concerto
25/02, 20h30, concerto
Espace Jean-Marie-Poirier
Esplanade du 18 juin 1940
94370 Sucy-en-Brie

 

Astrid Cerqueira