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Imaterialidade vs Materialidade: A exposição de um sonho

1 décembre 2017 - 10 février 2018

7 de outubro e 17 de dezembro
Fondation Calouste Gulbenkian – Délégation en France
39, Boulevard de la Tour-Maubourg
75007 Paris

Entrada livre

“Na noite passada, tive um sonho muito estranho. Estava numa cidade que parecia uma mistura entre Chiang Mai e Bangkok. Mas não estava num tempo linear.” Estas palavras de Apichatpong Weerasethakul ilustram as características de um tempo bem particular, o tempo onírico em que os lugares se confundem para criar um só e o tempo não se compõe de 24 horas, mas sim de outro sistema de medida. Os sonhos são variados, as suas temáticas ilimitadas, mas as suas origens são e sempre serão as mesmas: a expressão inconsciente das nossas mentes em descanso.

Esta é a proposta da Fundação Calouste Gulbenkian. Ideada nos jardins da Fundação em Lisboa, esta exposição propõe um percurso pelos sonhos de vários artistas, tais como o realizador Gabriel Abrantes e o músico FM Einheit entre outros. Esta exposição está exibida na delegação francesa da Calouste Gulbenkian entre os dias 7 de outubro e 17 de dezembro.

Concebida como um disco, a exposição constitui-se de 12 sonhos, interpretados de diversas formas dando, por conseguinte, espaço às distintas vertentes da arte: cânticos interpretados por um conjunto de artistas, entre os quais o Coro Gulbenkian, numa galeria vazia, desenhos de mandalas, com motivos temporários e evolutivos de contornos e de formas. Porquê usar o vazio? O sonho não tem espaço, ou melhor, tem um, o vazio ilimitado no qual a imaginação divaga, no qual não há limites nos pensamentos, nem normativas, um espaço de liberdade em que cada qual pode reencontrar-se e sentir a calma “inspiradora” do lugar. Esta exposição realça a beleza complexa da génese de um sonho. Uma experiência partilhada e a partilhar no nosso espaço interior. Estruturada como uma mandala mental, a exposição semeia as sementes de um jardim de recreio zen abstrato e sensível. A exposição é o arquivo temporário de um sonho que se fez em dado momento.

Compostas por FM Einheit e interpretadas pelos músicos do Coro Gulbenkian, os resultados destes sonhos foram gravados em direto, tanto em público como em privado, em dois dos anfiteatros da Fundação Gulbenkian de Lisboa, o Anfiteatro ao Ar Livre e o Grande Auditório. O público no privado, ou seja, o dispositivo do sonho, é a linguagem do mundo e das palavras. A exposição é o sonho construído a partir dos vestígios de eventos, afirmando a possibilidade de um só autor múltiplo. Os sonhos vividos são interpretados e a música é composta, ao passo que são moldados e retransmitidos sob a forma de mandalas. Dessa forma, dão espaço enquanto que experiências esculturais sensíveis e imagens mentais abstratas. O evento torna-se num vestígio da memória, interroga o documento e trata as suas lembranças de forma a gerar sonhos. Tratar a materialidade da imaterialidade dos sonhos através da imaterialidade material das exposições foi a proposta ambiciosa da Fundação Calouste Gulbenkian para esta exposição.

Esta exposição é a ocasião de explorar o mundo onírico de uma forma diferente. Para além desse aspeto, este evento brinda a possibilidade de tomarmos um tempo de reflexão para libertar a nossa mente e pensarmos ou até não pensarmos. Uma viagem interior na qual tratamos de descobrir novas formas de arte e de (re)descobrir-nos enquanto que indivíduos sós e membros de uma comunidade: o mundo. 

gulbenkian.pt/paris

 

Détails

Début :
1 décembre
Fin :
10 février 2018
Catégories d’Évènement:
,

Lieu

Fondation Calouste Gulbenkian – Délégation en France
39, bd de La Tour-Maubourg
Paris, 75007
+ Google Map
Téléphone :
01 53 85 93 93
Site Web :
http://www.gulbenkian-paris.org/