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Festival de cinema em Lyon com programação portuguesa

A 11a edição do Festival de Cinema « Les Inattendus – Festival de Films (très) indépendants » terá lugar entre os dias 9 e 17 de fevereiro na cidade de Lyon. Este ano um dos temas é « Le Mystère Portugais ».

Les Inattendus é uma associação de prática e difusão audiovisual que tem como objetivo dar uma maior visibilidade e reconhecimento ao cinema independente.  A associação, segundo o seu site internet, procura promover a riqueza e a diversidade da criação contemporânea, através do apoio a exercícios cinematográficos que sejam originais, quer seja pela sua temática, pelo  seu tema, o seu formato ou a sua intenção respeitantes aos padrões em vigor.

A associação organiza o Festival « Les Inattendus » de dois em dois anos, e o Festival consiste na exibição de filmes durante todo o ano em vários bairros de Lyon, assim que projeções ao ar livre na sessões « Toiles d’Éte », e realiza um trabalho mais criativo durante as suas  oficinas cinematográficas.

A associação, fundada no final de 1995, trabalha e questiona as relações entre as realidades sociais e culturais da cidade e as suas representações visuais e sonoras. Para o efeito realiza dois tipos de atividades: as oficinas criativas, que são espaços de experimentação cinematográfica ou de iniciação audiovisual adaptados a diferentes contextos: ambiente escolar, habitantes dos bairros de Guillotière e Gerland, e através de atividades de divulgação e convívio como o Festival bianual dedicado aos filmes independentes, cinema experimental, ou performances.

Este ano, o Festival dedica uma parte da sua programação ao cinema português intitulada « Le Mystère Portugais – Le cinéma portugais entre réel et fiction ». A escolha das obras recaiu sobre os filmes : « Ossos » de Pedro Costa, filme de 1997 rodado na Bairro das Fontaínhas, « Trás-os-Montes » de António Reis e Margarida Cordeiro, filme de 1976 que tem como pano de fundo a região pobre e rural de Portugal que dá o nome ao filme e « Mudar de Vida » do realizador emblemático do « Novo Cinema », inspirado pela Nouvelle Vague Francesa, Paulo Rocha, filme de 1966, que conta a história dolorosa de uma vila de pescadores. O filme lembra na sua estética neorrealista os filmes italianos da época como o célebre « Stromboli » do Rossellini.

Para além da proximidade estética entre os três filmes existe igualmente, segundo o comunicado de imprensa, uma verdadeira filiação entre os realizadores porque António Reis foi professor de Pedro Costa e participou na escrita do argumento do filme de Paulo Rocha. E Pedro Costa, a pedido de Paulo Rocha, participou na recente restauração numérica de uma parte da sua obra. 

O programa do Festival « Les Inattendus » tem o apoio de instituições portuguesas como a Embaixada de Portugal em França, o Instituto Camões, a Fundação Calouste Gulbenkian e a Cinemateca Portuguesa.

Festival Les Inattendus
Em MJC Monplaisir (Lyon 8ème)
Entrada Livre

www.inattendus.com

Luísa Semedo
Cap Mag 274