
Eleições Presidenciais Portuguesas 2026: Cap Magellan interrogou os candidatos à eleição presidencial portuguesa de 18 de janeiro de 2026.
7 janvier 2026Photos Lusosup 2024 – Salon Partir Étudier à l’étranger
14 janvier 2026A Cap Magellan teve a sorte de obter uma entrevista exclusiva dos Calema acerca dos concertos durante o mês de Fevereiro de 2026 em França.
Cap Magellan: É com uma alegria enorme que recebemos 2 artistas que já nem precisam de apresentações: António e Fradique, os Calema! Participaram na Gala do hotel de ville de paris com a programação de Cap Magellan em 2013 onde cantaram com o cantor cabo-verdiano Teófilo Chantre e estão prestes a incendiar novamente o palco com vários concertos em França.
Muitos franceses conheceram-vos no The Voice em 2013, olhando para dois jovens que cantaram a balada do Gusttavo Lima, o que sentem que mais mudou na vossa confiança em palco?
António: Tem mudado muita coisa, tem sido um percurso onde nós aprendemos imensa coisa. Houve muita descoberta, muita aprendizagem, muitas conquistas e desde aquela altura que estávamos em França até agora, aconteceu muita coisa.
Nós depois criamos família, conseguimos fazer palcos onde nunca tínhamos imaginado fazer. Tem acontecido muita coisa boa com as nossas vidas e tudo isso graças às pessoas que acreditaram em nós, que nos deram essa oportunidade.
CM: Vocês são um exemplo perfeito da riqueza da dupla cultura, cantam em português, crioulo e francês. Porquê o francês?
Fradique: Temos uma ligação muito bonita com a França e o facto de termos aprendido muita coisa em França depois do The Voice. Aliás, mesmo antes, tocávamos em alguns lugares lá em França, numas festas, depois aumentou mais ainda os convites. Aprendemos a maioria das coisas que nós sabemos hoje em dia no palco. Criamos uma ligação muito boa, aprendemos a falar o francês e essa ligação manteve-se.
Então, no nosso último álbum, nós queríamos dividi-lo em três partes: uma passagem por São Tomé e Príncipe, outra em França, depois Portugal e o resto do mundo. Também vimos que quando cantamos, a língua é uma forma de nós comunicarmos a mensagem que está nas nossas músicas. Vimos que ao cantar um bocado em francês, nós conseguimos transmitir uma parte de nós para o público que fala só francês e voilà!
CM: Como é que vocês conseguem manter tão viva e trazer nos palcos internacionais a cultura e a essência de São Tomé? Sentem também que a vossa música ajuda as pessoas a se sentirem mais perto de casa?
Fradique: Com certeza. Nunca esquecer as origens vem também de tudo de bom que nós lá vivemos, pelo menos no momento que tivemos em São Tomé e Príncipe. Não nos esquecemos porque com frequência em casa comemos comidas da terra, com frequência em casa ouvimos músicas da terra. Através da gastronomia, da música, nós mantivemos esse contato. Isso também faz com que a gente mantenha-se, além de toda a riqueza cultural que nós absorvemos durante a nossa vivência em São Tomé e Príncipe, mantemos. Isso é refletido nas músicas. Mesmo querendo ou não, nas músicas as pessoas vão beber um pouco de São Tomé e Príncipe também.
CM: Trabalhar em família tem segredos. Quem é que costuma ganhar a discussão artística no final?
António: A música não é uma ciência exata. Música é como se fosse um problema a ser resolvido. Às vezes há músicas que são mais rápidas a escrever ou compor, aquilo sai de repente. Há músicas pelas quais é necessário juntarmos forças, ou seja, não é uma ciência exata, na qual há músicas que às vezes demoram mais tempo, porque ainda estamos à procura de uma melodia exata para a parte, ou estamos à procura da letra que encaixe bem com a melodia. Isso muitas das vezes nós até vamos procurar, entre nós, nós tentamos. Se estamos a ver que está a ser um desafio ainda mais complexo, vamos procurar ajudas, por exemplo, de fora, de outros compositores.
Nós acreditamos sempre em trazer o melhor conteúdo para as pessoas e a qualidade acima de tudo. Por isso, quando sentimos que uma música não está boa, nós ainda estamos no caminho, vamos procurar ajuda, juntamos as forças. A música é isso. Esse é mais ou menos o nosso processo.
CM: Têm vários concertos previstos em França, em Clermont-Ferrand, Marselha, Lille e também Paris. Onde é que vão buscar essa energia para manter a mesma intensidade em cada palco?
Fradique: Essa energia está no público principalmente. O repertório não muda, ou acrescentamos ou tiramos uma música, mas o público ele muda, o público é diferente, a sala é diferente e a energia que o público nos traz influencia bastante em cada show. Por isso é que dizemos que sem o público perdemos o norte. O público é essa base da energia que nos falta para a gente ficar conectados numa só melodia. Então, é algo que a gente aprecia bastante e que cultivamos todos os dias. Esperamos que assim continue e estamos muito felizes por fazer esse tour em França.
CM: Têm algum álbum em preparação ou uma colaboração?
António: Estamos a preparar coisas e novidades que iremos anunciar em breve, com cantores franceses, um bocado de todo o mundo. Isso faz parte também desse nosso projeto internacional que já começou em França de nós levarmos a música a cantar em português para mais cantos do mundo. Vimos que através de parcerias é mais viável conseguimos unir, juntar culturas, juntar diferentes línguas e criar conteúdos que as pessoas que o nosso público em português ainda nunca viu. O nosso objetivo é esse e está em andamento. Em 2026 vão ver muitas coisas boas a sair, muitas novidades.
CM: Vão então cantar no Accor Arena de Paris dia 21 de Fevereiro. O que é que podemos esperar?
Fradique: Do Accor Arena nós podemos esperar muito. Uma junção de pessoas de vários lugares de França. Uma junção de pessoas com saudades da terra, terra natal, podemos dizer saudades de Portugal, muitas pessoas com saudades de São Tomé e Príncipe, Angola, enfim, saudades da lusofonia. Isso é que faz com que esse show seja mágico. Nós levamos um pouco de boas lembranças através das músicas para matar toda essa saudade que as pessoas sentem. Aliás, ser imigrante é ter a sensação que a saudade nunca acaba. Mesmo nós, aliás, quando estávamos em França, eu sentia saudades de Portugal. Quando estou aqui em Portugal, há dias que sinto saudades, por exemplo, de São Tomé e Príncipe. Saudades da praia, da água quente, da floresta. Então, a saudade para quem é imigrante nunca acaba, principalmente quando saímos de um lugar que nós temos muito boas lembranças. Então, eu acredito que vai ser um show único e que as pessoas vão sair de lá mesmo felizes.
CM: Já anunciaram Sara Correia, Anderson Mário, para vos acompanhar no palco no dia 21. Têm outras surpresas? Alguma revelação exclusiva ?
António: Já anunciamos Anderson Mário e Sara Correia, vão ser os nossos convidados especiais, para cantarmos pela primeira vez as músicas que fizemos e que tiveram muito sucesso. É isso que queremos levar para cada concerto que fazemos mesmo fora de Portugal: mostrar que na lusofonia, nós artistas conseguimos levar a música portuguesa além das fronteiras. Temos tido resultados, feedback das pessoas por todo o mundo e isso é incrível. No Accor Arena não vai faltar emoção, não vai faltar energia. Não vai faltar música e dança. Aquilo vai ser para arrebentar: começar 2026 com força!
CM: Se pudessem escolher um artista francês para subir ao palco convosco, qual seria o vosso artista de sonho?
Fradique : Artista de sonho. Temos vários artistas. Tem um que não é francês, mas fala francês que é o Stromae. Tem o Kenji, também um artista bem interessante. Temos o Maître Gims. Seguimos o trabalho dele já há muito tempo. Ainda não tivemos a oportunidade de estar juntos.
Depende muito do feeling também que é criado no palco e no estúdio. Depois desse feeling, nós podemos desenvolver muita coisa juntos.
Também por exemplo, um Christophe Maé, também é um gajo forte, seria fixe!
CM: Para acabar, proponho o jogo do quem é quem. Quem é o mais perfeccionista no estúdio?
Fradique: António!
CM: Quem é que se emociona mais facilmente com o carinho dos fãs?
António: Isso é o Fradique Eu também me emociono, mas não sou muito expressivo.
CM: Quem fica mais nervoso antes de entrar no palco?
Fradique: Esse eu já não sei. Eu tenho vezes que tenho aquela adrenalina antes de subir ao palco, mas… Nós já estamos habituados.
António: Já não é preciso nervos. A gente chama, pode mandar vir que a gente está sempre preparado!
CM: António e Fradique, um obrigada gigante e até 21 de fevereiro!
António: Obrigado, merci beaucoup e um bom ano 2026 para todos vocês!
Não se esqueça de comprar os seus bilhetes para os concertos em Clermont-Ferrand (14/02), Marselha (19/02), Paris (21/02) e Lille (22/02).
A associação Cap Magellan faz ganhar bilhetes para todos os concertos. Convidamos toda a gente a nos seguir nas nossas redes sociais.
Entrevista realizada pela Clarisse Bernardino,
com Jenny Carneiro e Liliana Tavares Ribeiro.
Publié le 12/01/2026.




