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Paris volta a abrir portas à Literatura Africana

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Published by editeur on 8 septembre 2021
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Salon du Livre Africain de Paris

Salon du Livre Africain de Paris

O “Salon du Livre Africain”, primeiro salão independente que destaca a literatura africana, visa reunir, do 24 ao 26 de setembro, artistas, editores, instituições e leitores, na Mairie du 6e.

Milhares de quilómetros separam o centro da francofonia dos escritores africanos, porém, é no final deste mês que a distância acaba por ser anulada, com o evento presidido por Erick Monjour, especialista em literatura e originário de Madagáscar.

Cerca de vinte atividades são propostas, incluindo não só ofertas literárias, como poesia, slam, contos e provérbios, mas também exposições, desfiles de moda, bem como outras odes à cultura africana. Durante a inauguração do salão, será entregue o prémio Senghor, que distingue e promove jovens escritores.

Localizada no “bairro dos editores”, a Mairie du 6e acolherá, para o efeito, uma centena de autores africanos, assim como editores e livrarias. “Não contará apenas com a presença de autores conhecidos ou de especialistas na área, mas também com muitos autores que são, por enquanto, desconhecidos e terão a possibilidade de estar presentes, e era um dos aspetos aos quais dei muita importância, de não limitar este salão aos que têm uma certa notoriedade, mas permitir a muitos autores de se virem exprimir”, revela o Presidente do salão. Desta forma, houve artistas convidados pelo Salon du Livre Africain, e sugeridos por casas de edição que produzem literatura africana, e escritores que integrarão o evento por iniciativa própria. O salão dá mais destaque aos artistas francófonos, mas, apesar de estar na sua primeira edição, não exclui nenhuma língua, expandindo o espectro de oferta literária. Como representante da literatura africana lusófona, Ondjaki estará presente, depois do interesse de Erick Monjour pelo seu livro “AvóDezanove e o Segredo do Soviético”, lançado em 2008 e traduzido para francês apenas no início deste ano, e depois deste autor ter sido sugerido pela Librairie Portugaise et Brésilienne, livraria que também estará no salão.

Há mais de três anos, deixara de haver lugar para a literatura africana em Paris, pelo que surgiu a necessidade de criar um evento neste ano particular. Este tipo de cultura era representado pelo Stand du Bassin du Congo e, posteriormente, pelo Stand Les Lettres d’Afrique, que eram financiados por um estado africano. O Salon du Livre Africain, possui financiamento institucional e privado, garantindo a independência de poderes políticos e a consequente liberdade na organização.

Com a ambição de produzir um salão “de qualidade” e que venha motivar à organização de próximas edições, Erick Monjour espera que “os editores africanos possam considerar que esta é uma oportunidade de vir a Paris para se fazer conhecer diante do público e de outros editores para que trabalhem juntos”.

A maioria das obras africanas é redigida em francês, em inglês ou em português dado que são as línguas em África com mais falantes no mundo. Se um autor se aventurar a trabalhar numa das 1800 línguas locais distribuídas pelos 54 países africanos, poucos serão os que poderão ler o conteúdo. Erick Monjour considera que de facto existem autores a escreverem na sua língua Natal, contudo, fazem-no “na esperança que um dia um editor pegue no livro e o traduza. É uma aposta arriscada que pode funcionar com autores muito conhecidos, no entanto, diminui as hipóteses de atingir uma certa forma de notoriedade”. Questionado sobre a possibilidade de a literatura africana perder a sua identidade ao ser escrita numa língua europeia, Ondjaki, escritor angolano e doutorado em Estudos Africanos, afirma que, por um lado, a individualidade da literatura não depende da língua, mas que, paralelamente, elas guardam texturas culturais próprias. Este aspeto é igualmente sublinhado por Luísa Semedo, escritora afrodescendente e doutorada em Filosofia, que indica que uma língua não é totalmente traduzível, pelo que há uma perda de informação, de subtilidade, quando uma história africana é redigida numa língua europeia.

Fora, mais no passado do que atualmente, uma literatura muito focada nas problemáticas da colonização, de perda de identidade, do racismo, de procura de um lugar, de afirmação relativamente a um mundo ocidentalizado. Ao longo do tempo foi-se aproximando dos temas mais comuns da literatura europeia, foi-se homogeneizando, guardando sempre um espírito caraterístico dos países relatados. “Como as condições de vida são diferentes, as histórias também são diferentes”, resume Erick Monjour.

Segundo Luísa Semedo, é muito comum o espírito “Personal is Political” (o Pessoal é Político), uma forma de escrita que procura, através de relatos pessoais, sensibilizar, alertar a sociedade para a vida real. A escritora, que viveu a sua infância no Bairro da Serafina, em Lisboa, destaca a importância dos relatos autobiográficos na literatura africana: “Raramente encontrei na ficção o verdadeiro espírito do que é um bairro ou a vivência do racismo. A maior parte dos que escreviam sobre esta temática eram pessoas burguesas que não conheciam a realidade do bairro e que falam de forma miserabilista ou violenta… E quando se está por dentro, quando se viveu neste ambiente e se sabe que a realidade é mais complexa, ficamos frustrados. Daí a importância de escritores africanos ou afrodescendentes puderem transmitir as suas próprias vivências”.

Para o Presidente do Salon du Livre, a literatura africana possui um espaço muito pequeno na literatura mundial. Ondjaki concorda, afirmando que a Europa ainda vive um ciclo de auto-centrismo que pode não ser muito benéfico.

O Salon du Livre Africain de Paris possui entrada gratuita. Destaca-se a solicitação do passaporte sanitário e uso de máscara.

Mais informações

Eva Nizon Araújo

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